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Exposição Memórias do Curso de Ciências Sociais da UFPA: anos 60/70. Até 4 de dezembro.

  • Publicado: Quinta, 21 de Novembro de 2019, 15h55
  • Última atualização em Quinta, 26 de Agosto de 2021, 08h36

No próximo dia 26 de novembro , o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas irá sediar a Exposição  Memórias do Curso de Ciências Sociais da UFPA: anos 60/70. A iniciativa em promover o evento é do Projeto Confronto de Idéias , vinculado a faculdade de Ciências Sociais da UFPA, e sob a coordenação da professora Marly Gonçalves da Silva.  A exposição quer resgatar a história do curso e os desafios passados e os presentes,  por meio de uma homenagem  a memória do professor Amilcar Alves Tupiassu, um dos seus primeiros docentes, falecido há 30 anos. A exposição ficará à disposição dos visitantes até o dia 29 de novembro (sexta-feira, pela parte da manhã). 

Programação  - A abertura da exposição-memorial será às 14h30, nos altos do prédio principal do IFCH, corredor direito.  "Trata-se de uma pequena e singela amostra de documentos, publicações e peças memorialísticas que integram o acervo pessoal da família do professor Amilcar Alves Tupiassú (cuja biblioteca pessoal foi incorporada à Biblioteca Pública/Centur, após sua morte), o acervo pessoal de professores-convidados e publicações do acervo de bibliotecas da UFPA" informa a professora Marly Gonçalves da Silva

 Painel memorialístico - As 15 horas terá início o relato das convidadas e do convidado a integrar este painel, aos moldes de um encontro  e de uma conversa  entre professores, velhos amigos que não se veem há muito tempo,  hoje  aposentados desta UFPA, e que conviveram com o professor  Amilcar Tupiassu,  como alunos e/ou colegas de trabalho, ora no campo do planejamento público-estatal, onde ele teve reconhecida atuação estruturante do campo, ora na esfera acadêmica, onde ele se firmou na função-docente de professor de Ciência Política. Haverá emissão de certificados (4h) de atividade complementar para os participantes dessa atividade que será realizada no auditório do Laboratório de  Filosofia.

Integram este painel as professoras e o professor: Auriléa Gomes Abelém,  José Queiroz Carneiro, Denise de Souza Simões Rodrigues, Violeta Refkalesky Loureiro  . Participam ainda como convidadas especiais as professoras Lise Vieira da Costa Tupiassu Merlin e Amarílis  Alves Tupiassu (respectivamente filha e irmã do professor Amílcar).

 Sobre o homenageado :    

AMILCAR ALVES TUPIASSÚ. Nascido em Belém em 28 de março de 1935. Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Nacional de Direito, na Universidade do Brasil (hoje UFRJ), em 1958. Fez Pós-Graduação em Ciências Sociais na Escola Pós-Graduada de Ciências Sociais, FDESP/USP, em 1962-1963. Foi professor titular da UFPA, atuando no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) e no Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA), onde lecionava Ciência Política e Planejamento e Políticas Sociais no Mestrado em Planejamento do Desenvolvimento (PLADES), Ciência Política no Curso de Graduação em Ciências Sociais e Sociologia do Direito no Mestrado em Direito – área de concentração em Direito Público. Ocupou cargos no Governo do Pará: Chefe do Setor de Estudos Sócio-Econômicos no Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social do Pará (IDESP) e Secretário de Estado de Planejamento no governo Hélio Gueiros. Faleceu em Belém no dia 5 de novembro de 1989.

Un avant-goût...

"Desejo também aproveitar a ocasião para saldar antiga dívida profissional contraída com meu amigo Amilcar Alves Tupiassú. Do nosso companheirismo intelectual no passado resultaram importantes inspirações para meu trabalho ulterior. Foi Tupiassú quem chamou minha atenção para o significado geral do “aviamento”, para a controvérsia em torno do Censo de 1920 relativo ao Pará, etc., ideias que muito debatíamos, pelos fins dos anos sessenta. Nunca nos pusemos de acordo sobre a questão do Censo de 1920, e até hoje nutrimos divergências sobre certos aspectos do “aviamento”, mas nossas discussões jamais deixaram de ser proveitosas para mim. Meu reconhecimento especial, agora, dirige-se para as sugestões sobre a forma final do trabalho, muitas delas surgidas por ocasião do seu zeloso desempenho na coordenação do seminário do NAEA "

Roberto Araújo de Oliveira Santos ( 1932-2012) . Belém, janeiro de 1979Extraído do Prefácio do livro História Econômica da Amazônia (1800-1920). São Paulo: T. A. Queiroz, 1980 (Biblioteca Básica de Ciências Sociais, Série 1, Estudos Brasileiros, v. 3). Originalmente sua tese de doutorado defendida na USP.

 

"Amílcar Tupiassú era um homem cordial. A cordialidade, por isso, era um componente natural na sua formação de professor. Ensinava dialogando com seus alunos, como dialogava com os amigos nas animadas conversas a partir de temas da ciência política e de outras latitudes e longitudes. Colocava a sua biblioteca à disposição dos que queriam consultar algum livro que indicava ou ao qual se referia. Principalmente se o livro não estivesse no mercado. O que significava que se expunha ao questionamento e à crítica. Era atento às ponderações dos alunos, embora quase sempre parecesse apressado, dividindo o tempo para atender sua grande curiosidade e desejo de inovar. Foi além da academia e da sua especialização. Trabalhou no governo e em órgãos de aplicação de teorias e monitoramento de temas novos, como no IDESP. Essa agitação e a busca do novo fizeram-no se fascinar pelo computador e a Internet. Ficava horas sem fim conversando com a máquina. Esqueceu-se do tempo, esqueceu-se de si. Esse fascínio potencializou problemas circulatórios que o levaram tão cedo - e tão intenso."

               Lúcio Flávio de Faria Pinto, sociólogo e consagrado jornalista paraense.

18/11/2019

 

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